Em Campinas, CATI foi palco de entrega de caminhões, lançamento de programa e assinatura de cessão de imóveis

Com a presença de autoridades estaduais e federais, a sede da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), em Campinas, foi palco de três cerimônias no último dia 14 de dezembro: assinatura de um acordo para implantar o Programa Cidadania no Campo, que tem como objetivo promover o correto endereçamento das propriedades rurais; assinatura de termo de cessão de uso de imóveis da CATI para as prefeituras municipais de Araçatuba e Ibitinga; entrega de caminhões para o Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes (DSMM), no valor de R$ 445 mil, viabilizados pelo Projeto Microbacias II – Acesso ao Mercado.

       

Programa Cidadania no Campo – um trabalho em que a CATI foi precursora

Oferecer um endereço a todos os moradores e trabalhadores da zona rural dos 645 municípios paulistas, assim como há no meio urbano, é o objetivo do Programa Cidadania no Campo. O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Francisco Jardim, junto com o coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), Orlando Melo de Castro, e com o presidente da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag), Álvaro Duarte, assinaram o Acordo de Cooperação para colocar em prática o Programa.

“Esse trabalho começou com a CATI Regional Botucatu com o CEP Rural”, lembrou João Brunelli Júnior, coordenador da CATI. As discussões iniciais do CEP Rural iniciaram-se em meados de 2010. “À época, o projeto teve início com um amplo levantamento da zona rural do município, o qual permitiu a identificação de todas as estradas, propriedades rurais, pontes e pontos críticos, que foi a base para depois serem colocadas as placas de identificação. A última etapa do Projeto previu a instalação de placas padronizadas com o nome e código da propriedade rural”, explicou.

       

Para o Programa Cidadania no Campo, a Fundepag utilizará uma solução tecnológica desenvolvida por uma startup voltada ao mercado de tecnologia no agronegócio. Por meio dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), e com o apoio da Fundepag, a Apta desenvolveu uma modelagem tecnológica que atende às necessidades estabelecidas pelo Grupo de Trabalho Acessibilidade Rural, responsável pela concepção do Programa.

De acordo com Carlos Henrique de Paes Barros, assessor parlamentar de apoio aos municípios, o Programa dará suporte às prefeituras para a criação de endereços também fora da zona urbana, nos mesmos moldes do meio urbano. “O endereço terá o nome do logradouro, na grande maioria dos casos uma estrada municipal, e a numeração, que demonstra a distância entre a porteira e o início da via”, explicou Carlos, dizendo que a iniciativa privada gerará os recursos para implantação do Programa.

“Com o endereçamento, os produtores rurais poderão contar com mais rapidez com serviços públicos, como Polícia Militar (PM), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros, entre outros, que passarão a atender a população do campo com mais agilidade, sempre que acionados”, afirmou Francisco Jardim.

“Aplicativos para smartphones ou dispositivos móveis, como Google Maps e Waze, poderão traçar rotas para essas propriedades”, disse o ex-secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, que atualmente exerce a função de deputado federal, Arnaldo Jardim.

Para o coordenador da Apta e o presidente da Fundepag, o Programa Cidadania no Campo é extremamente inovador e trará o progresso a muitas propriedades rurais que, atualmente, estão “invisíveis no mapa”

Entrega de caminhões - uma espera aguardada há mais de 30 anos

Viabilizado por meio do Projeto Microbacias II – Acesso ao Mercado, o diretor do DSMM, Ricardo Lorenzini, recebeu das mãos do coordenador da CATI as chaves de cinco caminhões 0km. “A aquisição dos veículos faz parte de um processo de modernização da frota, contribuindo para o fortalecimento institucional. Os utilitários existentes datam da década de 1980 e representam um alto custo de manutenção, gerando despesas extras”, afirmou Brunelli.

       

O diretor do DSMM não escondeu a emoção em saber que os servidores poderão contar com novos veículos para agilizar a entrega nos Pontos de Vendas (PDVs). “A equipe do Departamento trabalhou muito para que os caminhões fossem viabilizados. Tratam-se de Veículos Urbanos de Carga (VUC), com capacidade de até 2,5 mil kg, onde não há necessidade de o motorista possuir habilitação categoria “C”. A categoria “B” já é suficiente para ter a permissão de dirigir esses veículos”, disse. Ricardo afirmou, ainda, que os caminhões deverão atender várias regiões do Estado transportando sementes e mudas para os PDVs, como as Casas da Agricultura.

Termo de cessão – bem público em benefício do cidadão

“Não importa se o imóvel pertence ao estado ou ao município. Antes de tudo ele pertence à população”, frisou o secretário estadual de Agricultura e Abastecimento ao assinar o termo de cessão de uso dos imóveis da CATI em Araçatuba e Ibitinga. Em ambos os locais funcionavam os Núcleos de Produção de Sementes (NPS). “Em um processo de reformulação do DSMM, optamos por otimizar a infraestrutura. Em Araçatuba, o prédio da Regional foi reformado com recursos do Microbacias II, o que tornou possível e viável a transferência dos servidores do NPS para esse prédio”, disse Brunelli, afirmando que o mesmo ocorreu em Ibitinga, onde dois imóveis passaram para a administração municipal.

       

Arnaldo Filho, assessor executivo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agroindustrial de Araçatuba, disse que no imóvel será implantado um Centro Tecnológico. “É um grande imóvel, localizado no Centro. Queremos colocar empresas da área de tecnologia e inovação para trazer mais geração de emprego e renda aos munícipes, atraindo investidores”, afirmou.

Cristina Kalil, prefeita de Ibitinga, disse que os imóveis serão usados para abrigar a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente e o Almoxarifado da cidade. “Esses espaços serão de grande valia para a população ibitinguense. Nossa intenção é revitalizar para que o empreendimento atenda as necessidades da Prefeitura, mas sobretudo dos cidadãos”, concluiu.

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