Dia das Mães – conheça histórias de mulheres que transferiram aos filhos o amor à terra

Mulheres trabalhadoras, empreendedoras, produtoras e, acima de tudo, mães que se dedicam ao ofício da terra e são motivo de orgulho para os filhos. Na semana em que é comemorado o Dia das Mães, a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) traz histórias de mulheres batalhadoras que se dedicam ao campo e à família.

Se antes o setor do agronegócio concentrava, em grande parte, a presença de homens, as mulheres ganharam espaço e dividem a rotina do trabalho com a tarefa de ser mãe, como no caso de Sueli Aparecida Balbino, atual presidente da Associação Arco-íris dos Produtores Rurais do Assentamento Maria Margarida Alves (Aaipram), do município de Gália, que teve o apoio da CATI Regional Marília. Em contraponto ao que muitos optam por fazer, Sueli deixou a cidade e se mudou para o campo. “A família do meu marido já morava no assentamento, enquanto eu e minha família estávamos na cidade, sendo que eu trabalhava como doméstica. À época, a vida não era fácil, ainda mais com dois filhos para criar”, lembrou.

Com o objetivo de mudar de vida, Sueli conta que decidiu ir para a área rural, onde está há 10 anos. Embora muitos façam o caminho oposto em busca de dinheiro e melhores condições de vida, Sueli afirmou que encontrou no meio rural a felicidade, sobretudo com a chegada do Projeto Microbacias II – Acesso ao Mercado, conforme ela mesma conta. “Nossa Associação chegou a perder alguns produtos porque nossa organização rural tinha dificuldades para escoar a produção. Mas com a aquisição de tratores, duas carretas e outros incentivos, a Aaipram se fortaleceu”, revelou. Os incentivos para a Associação somam R$ 752.906,00 e, no local, as cadeias produtivas envolvidas são fruticultura e olericultura. Os filhos Samuel e Natan, de 28 e 25 anos, respectivamente, não pensam em deixar o ofício de produtores ao lado da mãe. Atualmente, Samuel tem seu próprio lote no assentamento, enquanto que Natan mora com a mãe e a auxilia diariamente. “Ajudo minha mãe na estufa com as olerícolas e auxilio na capinagem. Para mim é motivo de muita felicidade estar ao lado da minha família e fazendo o que gosto, que é trabalhar na terra. Devo isso à minha mãe”, afirmou Natan.

No município de São Sebastião da Grama, apoiado pela CATI Regional São João da Boa Vista, a produtora de leite e café, Marlene Dessordi, mãe de três filhos, contou sobre sua versatilidade como esposa, mãe e empresária do campo. Na atividade do leite e do café desde os 12 anos, a produtora realiza a ordenha das vacas, cuida da casa, dos filhos e do terreiro de café, mas revela que os três filhos, sendo dois homens, de 20 e 18 anos, e uma mulher, de 16 anos, auxiliam na propriedade. “Tenho muito orgulho das minhas três ‘crianças’. Cada um ajuda em uma área”, conta carinhosamente. “Passei o meu amor pelo meio rural a eles e saber que meus filhos também gostam do que fazem é muito gratificante”, afirmou. A caçula da família, Ana Gabriela Dessordi, afirmou que, desde cedo, aprendeu com a mãe a fazer o “retiro”, que é o processo de tirar o leite da vaca. “Quando era criança, minha mãe ensinou o valor do trabalho a todos os filhos. Gosto tanto do que faço, que pretendo cursar Medicina Veterinária para ajudar minha família com a teoria que vou aprender na faculdade”, disse Ana.

“A CATI deu um empurrãozinho e tanto”

FAMÍLIA VIEIRA - Camila, Niucéia, Lucas, Irineu e Vinícius: é gratificante
a certeza de que os filhos darão continuidade aos negócios da família.

No município de Pindamonhangaba, a reportagem da CATI encontrou uma mulher que nasceu, cresceu e se casou na zona rural e transmitiu aos filhos o amor ao campo. Niucéia Fernandes Vieira, produtora e empreendedora rural, cria trutas e é proprietária de um pesque-pague que conta com restaurante e chalés. Além disso, a propriedade localiza-se em uma área de preservação, onde são desenvolvidos projetos de educação ambiental e turismo sustentável. Os três filhos – Vinícius, Lucas e Camila, de 27, 23 e 19 anos, respectivamente – trabalham junto com a mãe desde pequenos. De acordo com Niucéia, cada filho executa o trabalho em uma área da propriedade. Embora, atualmente, Niucéia seja empresária, ela fez questão de ressaltar a importância que a CATI teve para o crescimento dos negócios da família. “Há cerca de 15 anos participei, junto com alguns membros da minha família e vizinhos, de um curso promovido pela CATI sobre produção de doces em compotas. O curso me ajudou muito em relação à parte de comercialização, bem como ao processamento das frutas, e permitiu que eu conseguisse crescer profissionalmente ao lado da minha família”, afirmou. Niucéia disse ainda que trabalhar junto com os filhos “é uma benção”. “Comecei na roça por meio do meu pai e dos meus sogros. Portanto, ter a certeza de que meus filhos darão continuidade aos negócios da família é muito gratificante”, contou, afirmando que o filho mais velho é engenheiro civil. “Mesmo com a formação, ele não quer sair dos negócios da família”, disse Niucéia.

Lucas Nogueira Vieira, de 27 anos, está no último ano do curso de Administração e lembra que, quando criança, ajudava os pais e o avô com o gado de corte e de leite. “A conexão da nossa família sempre foi muito forte. Depois de um certo tempo meu pai decidiu investir em trutas e, desde então, os negócios da família foram crescendo e a participação e empenho da minha mãe foram muito importantes para isso”, afirmou Lucas, enfatizando que nenhum dos filhos cogita abandonar os negócios da família. “O sentimento que nós, filhos, carregamos é o de gratidão por tudo o que minha mãe ensinou e pela mulher e esposa que ela é”, elogiou Lucas.

“Entrei na CATI solteira e hoje tenho duas filhas que trabalham aqui”

FAMÍLIA CATIANA COM CERTEZA - Viviane, à esquerda, e Cristiane beijam sua "supermãe"

Entre centenas de mães que executam suas tarefas diariamente na CATI, uma em especial tem a oportunidade de trabalhar com as duas filhas na mesma instituição. Adivanil Janei Beltrame ingressou no órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado ainda quando era solteira, em 1968, todavia optou por sair da CATI em 1974, mas por um bom motivo. “Tive que decidir entre trabalhar ou cuidar das minhas filhas, foi por isso que saí, porém não me arrependo da escolha que fiz à época”, conta carinhosamente. Em 1995, Adivanil voltou para a CATI, onde permanece como secretária da equipe de apoio administrativo. Um ano depois, em 1996, Cristiane Beltrame Abate, atualmente como assessora técnica, ingressou na CATI no Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes (DSMM). Desde então, passou por diversos setores, entre eles o da equipe de apoio ao gabinete, convênios, finanças e, por último, o setor que é responsável pelo orçamento. “Minha mãe não teve influência na minha vinda para a CATI, mas adoro trabalhar aqui. Gosto porque é uma instituição linda e que presta um serviço muito importante”, disse. Com os olhos marejados e cheios de alegria, Cristiane disse que a mãe representa tudo na vida dela: “É uma guerreira que sempre ajudou, educou e deu todo o amor do mundo aos filhos”.

Viviane Beltrame, secretária do Centro Administrativo do DSMM, entrou no órgão em 2007 e sempre atuou no Departamento. “Na época, entrei como terceirizada. Depois de um tempo, fiz uma prova na empresa que promovia a terceirização e passei, mas não sabia em que local iria trabalhar. Surpreendentemente foi a CATI, onde minha mãe e minha irmã já trabalhavam”, contou Viviane, reforçando que adora trabalhar na CATI. “Gosto das pessoas, do clima e também por não ter uma rotina fixa de trabalho; estou sempre fazendo algo diferente”, explicou. Ao falar da mãe, Viviane repetiu a emoção da irmã, Cristiane. “Ela é uma supermãe, amiga e companheira. Tudo o que somos devemos a ela”, concluiu.

As histórias citadas nesta reportagem apresentam a admiração, o carinho e o amor recíproco entre mães e filhos, seja no meio urbano ou rural, bem como relatam exemplos de mães que a CATI atende em todo o Estado de São Paulo e que compõem o quadro de servidores do órgão. Nossa instituição deseja feliz Dia das Mães a todas aquelas que são exemplos de vida para seus filhos!

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