Curso, palestras técnicas e Dia de Campo marcam evento promovido pela CATI em Ribeirão do Sul

Cerca de 50 pessoas, entre produtores rurais e técnicos da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), participaram do VII Encontro de Hortifrúti, que ocorreu nos últimos dias 7 e 8 de novembro, no município de Ribeirão do Sul. O evento contou com curso de aproveitamento integral dos alimentos, encontro do Conselho Regional de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável, palestras técnicas e Dia de Campo sobre a cultura da banana. A Casa da Agricultura da Ribeirão do Sul, por meio da CATI Regional Ourinhos e de outros parceiros, promoveu o evento.

De acordo com Sérgio Tambara, diretor da CATI Regional Ourinhos, o objetivo do evento foi levar informação ao produtor rural, com foco na saudabilidade dos alimentos. “Com o Encontro, almejamos melhorar a qualidade dos alimentos que são fornecidos para nossas crianças por meio das compras institucionais. Além disso, questões relacionadas à rastreabilidade também fizeram parte do evento, ao passo que o produtor precisa estar atento em relação à compra de defensivos agrícolas, bem como ao descarte dessas embalagens”, afirmou Tambara, ressaltando a parceria com a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) e com a Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro), ambas da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) do Estado de São Paulo.

       

Para abordar o conceito da rastreabilidade ao longo da cadeia produtiva de produtos vegetais frescos, Mário Antônio da Silva, engenheiro agrônomo da CATI Regional Ourinhos, explicou aos produtores sobre a nova Instrução Normativa que rege o conceito da rastreabilidade. “Esse é um tema essencial para os agricultores paulistas. A rastreabilidade se refere à questão de Boas Práticas de produção, que é uma demanda do consumidor final, ou seja, ele deseja saber como um determinado produto foi produzido. Na palestra, procurei mostrar ao produtor o que ele deve fazer e de que forma proceder para se regularizar frente à questão da rastreabilidade, ao passo que ela já está vigorando para uma gama de produtos. De qualquer forma, as portas da CATI estarão abertas para sanar qualquer dúvida pertinente ao tema”, disse.

No âmbito da CDA, Marcio Minoro, engenheiro agrônomo do Escritório de Defesa Agropecuária (EDA) de Ourinhos, explicou aos produtores que sobre o sistema de rastreabilidade de agrotóxicos. “O sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave) é importante pois visa monitorar o uso correto e a obediência da legislação vigente do comércio, da utilização e da devolução de embalagens de agrotóxicos, com o objetivo de proteger a sociedade, o consumidor e o produtor que faz uso de defensivos agrícolas”, disse. Marcio afirmou que o produtor pode sofrer penalidades caso não se regularize e que os EDAs do Estado de São Paulo estão abertos para receber os produtores que tiverem dúvidas.

       

Paulo Henrique de Assis, presidente da Associação dos Criadores de Ovinos e Produtores Rurais de Ocauçu e Região, afirmou que compareceu ao evento para ter conhecimento sobre os procedimentos relacionados à rastreabilidade. “Nós, ainda, não fazemos a rastreabilidade. O objetivo é adquirir conhecimento para que todos os produtores associados comecem a implementar esse conceito em suas propriedades”, disse.

O evento apresentou, também, uma palestra referente ao controle de traças-do- tomateiro. “Essa praga está com altíssima incidência nessa cultura. Muitos produtores estão com colheitas baixas por causa desse problema. Trata-se de uma mariposa que deposita uma larva que come o interior das folhas e também estraga os frutos, depreciando o valor comercial”, explicou Sérgio Ishicava, engenheiro agrônomo da CATI Regional Bauru e responsável por explanar o tema. Para exemplificar o prejuízo que a praga pode causar, Sérgio contou que uma empresa na região Nordeste do País precisou fechar as portas por conta da falta de controle dessa praga.

Atento à palestra de Sérgio, o produtor de tomate Paulo Martins afirmou que sofre com o problema da praga. “Com a palestra, foi possível tirar algumas dúvidas e, ao mesmo tempo, compreender o que atrai a mariposa, como por exemplo altas temperaturas”, disse Paulo, afirmando que aprovou o evento e agradeceu à equipe organizadora.

Eliana Rorato, prefeita de Ribeirão do Sul, disse que o Encontro é importante para discutir a agricultura como forma de ampliar o conhecimento e difundir novas tecnologias. “Em pequenos municípios a agricultura familiar surge como opção de aumento de renda familiar e, com isso, o produtor permanece na atividade rural. Dessa forma, é importante que a CATI promova eventos como esse para que os pequenos agricultores tenham acesso a novidades e consigam, inclusive, trocar experiências diretas com os técnicos”, afirmou.

       

Aqui se aproveita de tudo

No curso de aproveitamento integral dos alimentos, composto por 20 pessoas, os participantes aprenderam alternativas saudáveis. “A finalidade do curso é melhorar o hábito alimentar da família. Assim sendo, estamos trabalhando, por exemplo, com a casca da banana, mostrando que aquilo que é jogado fora por muitos pode ser usado para fazer uma farofa”, disse Maria de Fátima, engenheira agrônoma aposentada da CATI e responsável por ministrar o curso, explicando que foram feitos pães, nhoque de banana, torta de banana caramelizada, antepasto de casca de banana, entre outros produtos.

       

Os participantes aprovaram as receitas. “Não sabia que era possível usar a casca em receitas. Às vezes o que nós pensamos ser lixo, pode ser usado para fazer uma boa receita”, disse Mara Gomes, participante do curso.

Dia de Campo: cultura da banana

Aproximar o produtor de novas tecnologias, novas formas de manejo e cultivo também fizeram parte no VII Encontro de Hortifrúti de Ribeirão do Sul. Coube à Adriana Martins, pesquisadora científica da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), tirar as dúvidas relacionadas à cultura da banana. “A banana é a segunda fruta mais consumida no mundo e conta com um mercado amplo. Atualmente, o Brasil é o quinto maior produtor mundial”, explicou a pesquisadora. “Tentei trazer os principais fundamentos da cultura no campo. A parte de manejo de controle de doenças, pragas, o manejo dos cachos e de colheita”, afirmou Adriana, lembrando que a função da pesquisa é transmitir o conhecimento daquilo que foi comprovado dentro de laboratórios ou em pesquisas de campo.

       

Para Élcio Benedito, produtor de banana no município de Fartura e que participou do Dia de Campo, o evento é importante para aproximar o agricultor das novidades. “Quando tem algum evento promovido pela CATI, sempre convido meus amigos produtores. Valorizo muito o trabalho da CATI e hoje estou tendo a oportunidade de tirar algumas dúvidas direto com uma especialista no assunto. Isso é ótimo!”, avaliou o produtor.

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