Botucatu conclui última etapa do Projeto CEP Rural

A CATI Regional Botucatu, em parceria com a Prefeitura, por meio da Guarda Civil Municipal (GCM), promoveu a entrega de aproximadamente 400 placas referente à última etapa do Projeto Acessibilidade Rural (CEP Rural), que prevê a instalação de placas padronizadas com o nome e código da propriedade rural. Com essas informações cadastradas e o auxílio de GPS, serviços públicos como os da GCM (199), Samu (192) e Corpo de Bombeiros (193) podem atender a população do campo com mais agilidade, sempre que acionados.

O encontro para a entrega das placas foi no dia 18 de junho, ao lado da Capela São José, no bairro Faxinal, com a presença o prefeito João Cury Neto, do vice-prefeito Antonio Luiz Caldas Jr., dos secretários municipais de Segurança, Adjair de Campos, e Agricultura, Milton Bosco; do diretor da CATI Regional Botucatu, Júlio César Thoaldo Romeiro e de Sérgio Murilo Hermógenes, que representou o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim. O encontro também foi prestigiado por demais autoridades de Botucatu e pela população local.

Nesta última etapa do Projeto CEP Rural, além dos moradores do próprio Faxinal foram beneficiados os donos de propriedades rurais em Rubião Júnior, Monte Alegre, Chaparral, Belinda, Pimentas, Capão Bonito e aquelas localizadas às margens das rodovias Marechal Rondon, João Melão e Eduardo Zuccari. Com esta última ação, quase 1.200 propriedades rurais de Botucatu já estão cadastradas no Projeto.

                           


Ricardo Henrique Casini Chiarelli, engenheiro agrônomo da CATI Regional Botucatu e responsável no âmbito da CATI pela implantação do Projeto, e o inspetor Carlos de Paula, do Grupo de Proteção Ambiental da Guarda Municipal, apresentaram o histórico do CEP Rural, contando sobre como o Projeto foi concebido e explicando o modo como a população pode participar. Claudia Cirino, enfermeira do Samu, e a Cabo Carreira, do Corpo de Bombeiros de Botucatu, também aproveitaram a ocasião para enfatizar as situações em que os moradores da zona rural podem acionar os serviços de emergência.

“Da cidade até a minha propriedade dá cerca de 1km de distância, pouco mais de 20 minutos de carro, mas quem não me conhece ou não sabe onde eu moro tem dificuldade de chegar até aqui”, testemunhou Dirceu Murbach, proprietário rural na região do Faxinal e responsável pela capela do bairro.

O prefeito João Cury Neto lembrou que o CEP Rural foi uma ideia pioneira, que garantiu a Botucatu a conquista do Prêmio Mário Covas, em 2012, na categoria Inovação em Gestão Estadual. “Botucatu é o décimo maior município em extensão territorial, com mais de 850 quilômetros de estradas rurais. Cuidar e conservar todas elas não é fácil e representa, também, garantir acesso aos serviços públicos. Com o mapeamento de todas essas estradas e propriedades, a identificação nas porteiras e o uso de GPS nas viaturas de emergência, o atendimento para quem mora longe do centro urbano consegue ser feito na metade do tempo. E tempo é algo crucial quando o assunto é salvar vidas. O CEP Rural é a representação perfeita de que conhecimento e tecnologia devem caminhar juntos para facilitar a vida das pessoas”, enfatizou o prefeito, que ainda anunciou investimentos para levar sinal de internet à zona rural. “Por anos a zona rural viveu o sentimento de abandono. Solidários a esse sentimento, estamos terminando a instalação de torres de internet para que quem mora no campo tenha sua vida facilitada e encontre condições mínimas para se manter no campo ao lado da família, com qualidade de vida”, completou.

                           


Ricardo Chiarelli destacou o certificado de Tecnologia Social, emitido pela Fundação Banco do Brasil, que considerou que Projeto CEP Rural beneficia na prática a população e pode servir de exemplo a outros municípios do País e do mundo, motivo pelo qual passou a fazer parte de um Banco de Tecnologias Sociais disponível para consulta no www.fbb.org.br. “De fato, posteriormente a metodologia foi levada para outros municípios do Estado, como Campinas e Barretos”, contou Chiarelli.

As discussões iniciais do projeto iniciaram-se em meados de 2010, com apoio do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural de Botucatu e da Prefeitura Municipal de Botucatu, por meio da Guarda Civil Municipal, Secretaria de Educação e Secretaria de Planejamento. Na época, o projeto teve início com um amplo levantamento da zona rural do Município, o qual permitiu a identificação de todas as estradas, propriedades rurais, pontes e pontos críticos, que foi a base para depois serem colocadas as placas de identificação.

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